terça-feira, setembro 18, 2007

Orvalho


É na transparência de cada gota de chuva
que o calor desmaia e retornas...
No encoberto da brisa da manhã
e na arrepiar da pele quando o sol se esconde




Eis o orvalho!
Não cai.. permanece...
Não evapora... arrefece!
Não se esconde...
Não deixa aquecer...
Não deixa aquecer!

No olhar atento, de quem não quer ver
sente-se a teia da transparência
que molha sem se ver
que arrefece, sem esconder
que o verão chegou ao fim!

Mia

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Aprendi contigo a ver a beleza naquelas coisas "que são invisíveis aos olhos" ;))))) qual não é o meu espanto em deparar-me com o baixar dos teus braços frente a correntes frias e deixares passivamente o verão passar em ti mesma!!!!?????!!!!!
Luisa... prolonga a estadia em ti mesma por favor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

12:36 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Não "é no arrepiar da pele quando o sol se esconde" que brilham as estrelas, que a lua te brilha e tu te deixas iluminar? Porquê esconderes te disso agora? Ou por outro lado.. Porque não deixas agora de te esconder?
Quem tem no olhar de cada palavra a firmeza de quem luta pela incerteza, não vai arriscar?
Continuo a pensar que não é um risco....e logo tu que deixas sempre riscos por onde passas!

11:13 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Hoje senti o orvalho da ausência. Não acredito que haja orvalho mais frio que este,este meu orvalho. Pena não ser este o mesmo orvalho que cobre mais alguém, cobre-me só a mim. Talvez este orvalho faça crescer,faça ver crescer vida à minha volta, mas à minha volta não há verde. Talvez este verão deixe verde, talvez este outono deixe cair mais do que folhas.

7:42 p.m.  

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