terça-feira, outubro 10, 2006

Secret

Alienados...
Em perfeita negação
Trazem no regaço estorias escondidas
Até que o fado desafina.
E em breves instantes,
como se de segundos se tratassem,
o invólucro cai.
Sente-se o pesar deste cair no chão.
Recolhe-lo não consigo...
Deixa-lo ficar... impossivel!!!
Tijolos que caem pesados demais, para um chão de madeira...
Um tecto a céu aberto...
Paredes em construção.
Um porto de abrigo não é casa!
É solo fértil...
e em cada chuvada...uma raiz nasce.

terça-feira, outubro 03, 2006

Caixinhas

Pretensão...
Como conseguir guardar tudo num mesmo singular?
Tenta-se,
porém,
as paredes começam a ficar apertadas...
Espreguiçar..começa a ser tarefa dificil!
E quando os braços já n abrangem o em redor
O ar fica rarefeito!
Inspirar? Tarefa aparentemente fácil...
Expirar.. o contacto com a realidade!
E voltamos a inspirar...
Só mais uma...
Só mais esta!
E enche.. preenche.. envolve.
Envolvemo-nos no nosso proprio espreguiçar
Enrolamo-nos...
E quando o nosso braço já n estende,
o olhar já n entende,
e o expirar dói...
Nasce o imóvel.
Estátuas de vida.
Espero encontrar em cada amanhã uma gaveta.