Secret
Alienados...Em perfeita negaçãoTrazem no regaço estorias escondidasAté que o fado desafina.E em breves instantes,como se de segundos se tratassem,o invólucro cai.Sente-se o pesar deste cair no chão.Recolhe-lo não consigo...Deixa-lo ficar... impossivel!!!Tijolos que caem pesados demais, para um chão de madeira...Um tecto a céu aberto...Paredes em construção.Um porto de abrigo não é casa!É solo fértil...e em cada chuvada...uma raiz nasce.
Caixinhas
Pretensão...Como conseguir guardar tudo num mesmo singular?Tenta-se,
porém,
as paredes começam a ficar apertadas...
Espreguiçar..começa a ser tarefa dificil!
E quando os braços já n abrangem o em redor
O ar fica rarefeito!
Inspirar? Tarefa aparentemente fácil...
Expirar.. o contacto com a realidade!
E voltamos a inspirar...
Só mais uma...
Só mais esta!
E enche.. preenche.. envolve.
Envolvemo-nos no nosso proprio espreguiçarEnrolamo-nos...
E quando o nosso braço já n estende,
o olhar já n entende,
e o expirar dói...
Nasce o imóvel.
Estátuas de vida.
Espero encontrar em cada amanhã uma gaveta.