Ode ao abraço

Entre nós e o outro existe uma linha ténue
disfarçada de transparente.
Pisar a linha...
é colori-la
Ultrapassa-la...
é dar-lhe movimento.
Agora, mais solta,
livre da rigidez de uma transparência indesejada
sente-se que cada movimento deixa rastos suaves
Se os acompanharmos...
começamos a dançar!
E nus de linhas,
Em capas de movimento
manda o ritmo do respirar
que em compassos lentos se fundem
e nos fazem dançar.
Voluptuosos movimentos que param
quando o respirar o impõe e
o toque comanda que já não somos dois.
E no silêncio do respirar de um só
da odor de um apenas
do sentir em simultâneo...
Nasce o expirar
Renasce o olhar
e temos a certeza que
só se dança com quem se pode abraçar
Mia

1 Comments:
Só uma pessoa assim especial e com essa SENSUALIDADE era capaz de escrever desta maneira.
Tens em ti a capacidade de me surpreender, quando penso que já não o vais fazer.
É tão fácil deixar-se levar por uma dança como aquela com que andas pela vida...
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